![]() |
|||||||||||||
| | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Estrangeiros | |||||||||||||
![]() |
|||||||||||||
|
Harold Edward Stephen Fisher (geralmente conhecido como Stephen Fisher) foi um historiador económico britânico cuja obra de maior relevância se prende com as relações económicas entre Portugal e a Inglaterra no século XVIII. Nascido em 1930, Fisher formou-se em economia na London School of Economics , em 1955. Dois anos mais tarde, tornou-se assistant lecturer no University College of the South West, que se tornaria depois a Universidade de Exeter. Anos mais tarde, veio a liderar o Department of Economic History desta instituição, já como senior lecturer . Integrou a Royal Historical Society . Doutorou-se em 1961, pela Universidade de Londres, com a tese “ Anglo-Portuguese Trade , 1700-1770”. Uma versão mais completa e atualizada deste estudo seria publicada como livro dez anos depois ( The Portugal Trade , 1971). A sua atividade enquanto investigador e professor em Exeter inseriu-se sempre na área da história económica, nomeadamente do comércio marítimo. Era o organizador das Exeter Maritime History Conferences , realizadas anualmente, e cofundou o Centre for Maritime Historical Studies daquela universidade. Foi um dos editores da obra coletiva The New Maritime History of Denver , em dois volumes (1992 e 1994). Interessou-se ainda pela história dos países escandinavos, tendo integrado a mesa editorial da Scandinavian Economic History Review . A sua obra referente ao comércio português constitui um estudo rigoroso, metódico e bem fundamentado das flutuações no tráfego no período que vai de 1700 a 1770. O historiador utiliza os dados estatísticos que é possível recolher das fontes contemporâneas, sem esquecer as limitações das mesmas. São ainda tidas em conta as várias fontes de “ganhos invisíveis” que, por diversas razões, não eram incluídas nesses dados oficiais ou que resultavam do comércio de um modo indireto apenas. Além dos ritmos cíclicos (por exemplo, sazonais) e das dinâmicas de duração longa, aponta os momentos específicos em que algum evento (como a Guerra da Sucessão Espanhola ou o Terramoto de 1755) impactou o comércio, nomeadamente tornando Portugal mais dependente das importações inglesas. |
|||||||||||||