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Apesar de ter origens familiares francesas, a escritora e biógrafa Elaine Sanceau nasceu em Croydon, Reino Unido, em 1896. Figura cosmopolita, estudou em Montreux, na Suíça, antes se mudar para o Brasil com a família. Ficaria no continente americano até ao início da década de 1930, quando veio habitar em Portugal, no Porto. A história deste país e desta cidade parece ter-lhe despertado um forte interesse e a ela se dedicou ao longo de toda a restante vida. Já no Brasil começara, ao que parece, o seu estudo do passado quinhentista português. Em 1934 fixou residência na aldeia de Leça do Balio, onde permaneceria até à sua morte. Em 1939 publicou a sua primeira obra histórica, uma biografia de Afonso de Albuquerque. A esta seguir-se-iam mais trinta e sete livros (e muitos artigos) nas quase quatro décadas seguintes, incluindo outros trabalhos biográficos (de figuras como o Infante D. Henrique, os monarcas D. João I, D. João II e D. Manuel e D. João de Castro), obras sobre outros temas ligados ao período da expansão marítima, desde o povoamento do Brasil às relações com o império etíope, um livro sobre a histórica British Factory do Porto e ainda vários volumes ilustrados recontando diversos aspetos dos “Descobrimentos” portugueses, destinados ao público juvenil. A Autora escrevia os seus textos maioritariamente em inglês, sendo de seguida publicada uma tradução para português. Apesar disso, Sanceau dominava a língua lusitana, o que lhe permitiu traduzir obras de outros autores – e também consultar fontes primárias. Embora, regra geral, as suas obras tenham um caráter mais de divulgação e não apresentem material inédito ou conclusões novas, a erudita escritora nunca negligencia a consulta das fontes, seja na Torre do Tombo ou no Arquivo Histórico Ultramarino. Dedicou-se inclusive à edição de alguns documentos, nomeadamente as cartas de D. João de Castro (SANCEAU [ed.], Cartas de D. João de Castro , 1954) e a compilação de correspondência conhecida como a Coleção de São Lourenço. É talvez necessário apontar nesta Autora uma aceitação por vezes acrítica da informação relatada nas crónicas e cartas que cita. Na escrita, o seu estilo é de carácter literário, dando cor e vivacidade, além de detalhe, às narrativas que tece. Transcreve frequentemente diálogos retirados das fontes que consulta. |
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