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Em várias obras, a escritora inglesa representa tais povos como primitivos, incivilizados e bárbaros, quando comparados com a cultura cristã e europeia que os portugueses lhes trouxeram, melhorando desse modo as suas condições de vida (questões como a da escravatura são referidas apenas de passagem). Aponta exemplos como a correspondência entre os reis de Portugal e do Congo ou os casamentos “mistos” de Goa para defender que não existiam na sociedade portuguesa quaisquer preconceitos raciais, discriminações nessas linhas ou má vontade para com os povos com que os navegadores europeus contactavam, independentemente de cor de pele ou religião. A única exceção, afirma, eram os “mouros”, os muçulmanos, inimigos milenares, mas com quem os portugueses manteriam uma rivalidade cavalheiresca, com respeito mútuo entre adversários em pé de igualdade. Os mesmos muçulmanos são responsabilizados pelas dificuldades nas relações diplomáticas dos portugueses na Índia. Numa nota diferente, a historiadora preocupou-se consistentemente em enfatizar os múltiplos papéis das mulheres na Expansão e nas várias partes do mundo onde Portugal tinha presença, destacando a coragem e resiliência destas “heroínas esquecidas” e apresentando, como era seu costume, muitos casos exemplificativos retirados de fontes das épocas estudadas. A sua última obra, publicada postumamente, era dedicada a este tópico das mulheres no “Ultramar”. Sanceau interessou-se ainda pela história da sua cidade de adoção, o Porto. Além da já referida obra sobre a comunidade de comerciantes britânicos que lá habitava (com a qual a Autora, ela própria imigrante, terá certamente sentido afinidade), redigiu também vários artigos, publicados nos boletins culturais da câmara municipal portuense, sobre aspetos e curiosidades de história local, por regra baseando-se nalgum documento extraído dos arquivos municipais. |
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