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Pouco sabemos, infelizmente, sobre o historiador britânico oitocentista Samuel Astley Dunham. Terá sido contemporâneo e amigo de Robert Southey e do historiador John Lingard. Foi autor de monografias históricas de síntese respeitantes a vários países europeus: a Polónia (1831), Portugal e Espanha (1832-33), os países escandinavos e o império germânico. Além destas, escreveu também uma história da Europa medieval em quatro volumes e um livro dedicado às vidas de eminentes intelectuais britânicos. Todas estas obras faziam parte da coleção The Cabinet Cyclopædia , editada por Dionysius Lardner e destinada ao leitor não especializado, nomeadamente ao público inglês de classe média. Foi membro da Academia Real espanhola. Na fase final da sua vida dedicou-se aos estudos bíblicos, mas os seus trabalhos nessa área não foram publicados. Apesar de terem a divulgação por objetivo, as obras de Dunham são trabalhos críticos, recorrendo a um conjunto alargado e disperso de fontes e estudos precedentes sem aceitar cegamente o seu conteúdo. O historiador critica certos predecessores seus como demasiado crédulos e descarta aspetos sobrenaturais relatados pelas fontes como inverosímeis. Ao narrar a fundação da nacionalidade, por exemplo, rejeita a ocorrência do “milagre de Ourique” – mas aceita como possíveis as lendárias “Cortes de Lamego”. Dunham esforça-se por cruzar as suas fontes, mas quando estas discordam tende a evitar a especulação infrutífera. Embora tente escrever uma história “exata”, no sentido de seguir o relatado pelas fontes, este historiador não tem igual preocupação com o distanciamento e procura de “neutralidade” que se tornaria marca da historiografia posterior. Não hesita em interpolar na narrativa os seus julgamentos, essencialmente morais, sobre as várias personagens históricas, descrevendo-as como benevolentes ou cruéis, esclarecidas ou ignorantes e assim por diante. |
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