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Noutros aspetos a narrativa deste historiador é mais “convencional”, por exemplo no que toca à expansão, com elogios aos infantes D. Henrique e D. Pedro e a D. João II. Típico da historiografia inglesa, Dunham glorifica as ações dos primeiros navegadores e conquistadores no Índico, sobretudo Afonso de Albuquerque, como valorosos e quase sobre-humanos, enquanto põe enfâse no declínio que teve lugar na Índia portuguesa, na sua opinião, a partir do reinado de D. João III e que a deixou num estado de decadência e corrupção generalizada antes de ser quase completamente perdida para potências mais fortes. É surpreendente, todavia, quão poucas são as referências ao Brasil e que não aborde de todo o ouro e diamantes explorados nessa colónia no séc. XVIII. No que toca à arte e literatura portuguesas, o britânico pouco tem a dizer além do superficial e confessa-se ignorante nessa temática. Samuel Dunham faleceu em Londres, em 1858. A sua história da Península Ibérica foi bem recebida e considerada entre as maiores autoridades na matéria, pelo menos em língua inglesa, sendo traduzida para o espanhol em 1844. Não parece, contudo, ter tido nunca tradução portuguesa.
Bibliografia ativa DUNHAM, Samuel, The History of Poland , Londres, Longman, 1831; History of Spain and Portugal , 5 vols., Londres, Longman, 1832–3; History of Denmark, Sweden, and Norway, 3 vols., Londres, Longman, 1839–40. Bibliografia passiva MACEDO, Jorge Borges de, A Historiografia Britânica sobre Portugal: a propósito do centenário da aliança luso-britânica , [s. n.], Lisboa, 1973; SUTTON, Charles William, "Dunham, Samuel Astley", in STEPHEN, Leslie (ed.), Dictionary of National Biography , Vol. 16, Londres, Smith, Elder & Co., 1888, p. 199. Tiago Seixas dos Santos |
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