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O título History of Spain and Portugal é ligeiramente enganador: a obra em questão dedica muito mais tinta ao espaço espanhol do que ao português. Tal deve-se em parte à forma como está estruturada – com capítulos separados para cada uma das entidades políticas que viriam a compor Espanha, Leão, Castela, Aragão, etc. – mas também a um admitido menor conhecimento da história de Portugal por parte de Dunham. Para estas secções, o Autor apoia-se em algum material de época (crónicas medievais e obras modernas como a de João de Barros), mas sobretudo em trabalhos historiográficos, incluindo os do francês Nicolás de La Clède. Em certas passagens é muito sumário. Considerando que os autores britânicos que se dedicaram à história portuguesa procuravam com frequência explicar o surgimento e contínua sobrevivência do país enquanto entidade autónoma, é curioso que Dunham não se entregue de todo a este “problema”. O seu relato da fundação da nacionalidade é uma mera sucessão de acontecimentos, sem considerações sobre as suas causas. Referindo-se ao domínio filipino, o Autor afirma que Filipe I (figura que de resto parece admirar) esteve entre os melhores governantes de Portugal e que o reino teria beneficiado da União Ibérica se não fossem os “sentimentos nacionais” dos portugueses – mas não explica tais sentimentos. A sua opinião sobre certas figuras históricas portuguesas é por vezes invulgar. Revela claro desprezo por D. Sebastião e por D. António, prior do Crato, é crítico de D.ª Inês de Castro (por esta ter sido participante consciente em adultério) e parece sentir uma antipatia generalizada pela Casa de Bragança, antes ou depois de subirem ao trono (afirma, porém, que D. João V e D. José foram governantes competentes). É igualmente curiosa a forma como a obra de Dunham não contém qualquer referência explícita ao Marquês de Pombal: todas as medidas e políticas do reinado de D. José são atribuídas ao próprio monarca, o ministro não é sequer mencionado. |
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