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O historiador norte-americano Charles E. Nowell, autor de duas histórias de Portugal, nasceu em 1904. Infelizmente, nada sabemos sobre a sua vida pessoal. Academicamente, o seu percurso iniciou-se na Leland Stanford University, onde obteve tanto o bacharelato como o mestrado. Doutorou-se em seguida pela University of California, em Berkeley, onde teve por mentor o célebre historiador Herbert Bolton. Lecionou em três universidades: San Diego State University, Fresno State University e finalmente na University of Illinois, em cujo departamento de história se manteve entre 1942 e 1969, passando depois a ser professor emérito. O seu trabalho historiográfico inseriu-se nos campos alargados da história latino-americana, história ibérica e história da expansão europeia (ou “história dos Descobrimentos”), áreas em que teve oportunidade de abordar a história de Portugal. Publicou um grande número de artigos e cinco livros sobre estas temáticas. Contribuiu também, na qualidade de editor, para uma obra coletiva sobre historiografia, publicada em 1967, redigindo o capítulo sobre as historiografias espanhola, italiana e portuguesa no séc. XX, no qual elogia Fortunato de Almeida, Damião Peres, David Lopes, os irmãos Cortesão e Fontoura da Costa, entre outros. Foi membro da American Association of University Professors e da American Historical Association. Numa primeira fase, nas décadas de 1930 e 1940, Nowell dedicou-se sobretudo à “Era das Descobertas”, escrevendo numerosos artigos, na sua maioria de curta dimensão, sobre navegadores como Colombo e Magalhães (viria a editar e publicar os relatos da viagem deste último) e tópicos como o Tratado de Tordesilhas, a data da chegada ao Brasil e a primazia da descoberta do continente americano, tomando ocasionalmente partido nas controvérsias que atravessavam tais assuntos. Dedicou-se também extensivamente às recensões de obras históricas, dentro da mesma área, para várias revistas científicas. |
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