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O historiador, professor universitário e político britânico Charles William Chadwick Oman dedicou-se a um largo leque de tópicos historiográficos, sobretudo ligados à história medieval, mas ficou célebre principalmente pela sua monumental história da Guerra Peninsular, em sete volumes. Oman nasceu na Índia britânica, filho de um proprietário agrícola, Charles Philip Austin Oman, e de Anne Chadwick. A sua família parece ter tido alguns meios. O jovem Charles foi educado em Inglaterra, no Winchester College, antes de frequentar a Universidade de Oxford, onde estudou com o historiador William Stubbs. Em 1881, depois de se ter graduado, tornou-se fellow do All Souls College de Oxford, onde permaneceria durante o resto da sua carreira académica e do qual foi também bibliotecário. A partir de 1900, começou a lecionar a cadeira “Chichele” de História Moderna em Oxford, primeiro como substituto, passando a detentor efetivo da cadeira aquando da morte do seu predecessor, em 1905. O historiador foi também membro da British Academy e exerceu funções de presidente da Royal Historical Society, da Numismatic Society e da Royal Archaeological Institute. Durante a Primeira Grande Guerra, já sem idade para combater, serviu a sua pátria a partir de Londres, no Press Bureau e no Foreing Office. Viria a ser feito cavaleiro. Casou, em 1892, com Mary Maclagen, de quem teve três filhos. Politicamente, Oman pertencia ao Partido Conservador inglês e foi por essa força política que ingressou o Parlamento, representando o círculo eleitoral da Universidade de Oxford, entre 1919 e 1935. Nas suas curtas “memórias” (publicadas em 1933), o historiador revela uma clara antipatia por regimes republicanos como o que se instaurou em Portugal em 1910 e um certo apreço por Benito Mussolini. |
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