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Finalmente, ao narrar as batalhas travadas e as táticas nelas empregues, Oman é tão extenso e detalhado como nas restantes secções da sua obra. Aqui, contudo, estudos posteriores vieram provar que Oman comete erros recorrentes na descrição dos eventos. Segundo a sua tese, os oponentes nas Guerras Peninsulares defrontavam-se seguindo quase invariavelmente as mesmas formações de combate: colunas francesas contra linhas inglesas (e aliadas). A superioridade tática da linha sobre a coluna (cuja descoberta o Autor atribui ao génio de Wellington) é apresentada como uma das chaves da vitória britânica no conflito. Ainda segundo esta tese, as escaramuças “corpo-a-corpo” entre as infantarias só raramente teriam lugar. Análises mais cuidadosas das fontes revelam que os franceses não combatiam rigidamente ordenados em colunas, mas que utilizavam esta formação sobretudo para marchar, após o que o combate se travava na forma de cargas e escaramuças. As causas dos triunfos aliados serão outras. Uma das maiores qualidades do estudo deste Autor é o seu domínio da geografia peninsular. Oman viajou várias vezes por Portugal e Espanha para visitar os campos de batalha, estradas percorridas e fortalezas sitiadas. Estas visitas conferem-lhe uma maior compreensão das campanhas, dos combates e das dificuldades que estes apresentavam – inclusive devido ao desconhecimento profundo que os próprios invasores tinham dessa geografia, no caso português, e que pagaram duramente. As suas observações do território levam-no a concluir que existe uma divisão geográfica pronunciada entre os espaços português e espanhol, composta não por rios ou cordilheiras e sim pelas áreas fronteiriças semidesertas e quase desabitadas. Ponderando o peso desta realidade no fracasso das Invasões Francesas, bem como noutras guerras da história portuguesa, o Autor conclui que o fator geográfico foi de suma importância para a contínua existência de Portugal como nação independente, juntamente com o espírito e “coragem” dos seus nacionais. |
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