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Ainda dentro desta temática, estudou os desenvolvimentos científicos e acréscimos de conhecimento ligados às viagens de navegação, tocando por vezes em pontos mais controversos, como a existência ou não da “escola de Sagres” (Randles está no campo dos que a negam) ou aspetos ligados às viagens de Cristóvão Colombo. Deu, porém, especial destaque às evoluções na cartografia, observáveis através da comparação dos mapas produzidos na Europa nesses séculos. Randles demostrou as formas como os cartógrafos procuraram conciliar as novas informações sobre as partes longínquas do mundo com as conceções tradicionais herdadas de Ptolomeu, da Bíblia e da mundividência medieval – por exemplo, colocando no interior africano, cujas costas são agora conhecidas, as montanhas descritas pelo geógrafo grego ou o paraíso terrestre. Tendo já mencionado o extenso conhecimento que W. G. L. Randles possuía das fontes portuguesas úteis aos seus estudos, há também que referir que o historiador estava igualmente familiarizado com a produção historiográfica portuguesa sua contemporânea sobre os mesmos tópicos. Nas suas obras, surgem citados e discutidos Jaime Cortesão, A. Fontoura da Costa, A. da Silva Rego, Manuel Lobato, Duarte Leite, Vitorino Magalhães Godinho, Luís de Albuquerque (tendo Randles participado inclusive nos estudos em sua homenagem coligidos por Francisco Contente Domingos e Luís Filipe Barreto em 1986-87), entre outros, bem como autores internacionais que se ocuparam da história portuguesa, como E. G. Ravenstein e Alan Isaacman. O historiador faleceu em França, em 2009. Bibliografia ativa: RANDLES, W. G. L., L'image du sud-est africain dans la littérature européenne au XVIe siècle , Lisboa, Centro de Estudos Históricos Ultramarinos, 1959; L’ancien royaume du Congo des origines à la fin du XIXe siècle , Paris, Mouton, 1968; L’empire du Monomotapa du XV e au XIX e siècle , Paris, Mouton e Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, 1975; “The alleged nautical school founded in the fifteenth century at Sagres by Prince Henry of Portugal, called the ‘Navigator’”, Imago Mundi , 45(1), pp. 20–28, 1993. Tiago Seixas dos Santos |
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