![]() |
|||||||||||||
| | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Estrangeiros | |||||||||||||
![]() |
|||||||||||||
|
Estas não são questões de resposta simples e Winius não pretende solucioná-las de forma definitiva. Aliás, enfatiza que o Estado da Índia Oriental, enquanto modelo imperial, foi uma construção ad hoc , adaptando-se às realidades encontradas e reagindo a mudanças e ameaças, não o resultado de um plano ou programa fixos. Se inicialmente seguia uma estrutura assente no monopólio régio do comércio de especiarias (que o historiador descreve como uma forma de “capitalismo régio” unicamente portuguesa) e na direção pela Coroa de toda a rede de feitorias, foi depois forçado a alterar essas e outras orientações. De acordo com o Autor, essa direção metropolitana foi, inclusive, prejudicial – o monopólio comercial dificultava aos portugueses no Oriente enriquecer por meios legítimos, fomentando a corrupção, e as grandes distâncias entre Lisboa e Goa impediam a celeridade das diretrizes da capital e o conhecimento, por parte desta, da verdadeira realidade nas conquistas . Winius chega ao ponto de afirmar que os sucessos alcançados por Portugal no Oriente tiveram lugar apesar da metrópole, não devido a esta, sendo levados a cabo por indivíduos empreendedores e conhecedores do Estado da Índia, capazes de ação decisiva – sendo o maior deles Afonso de Albuquerque. A perda de proeminência dos portugueses no Índico não surpreende este historiador. Se inicialmente detinham uma série de vantagens (entre elas, um superior controlo das rotas navais e a desunião dos seus inimigos asiáticos), viram os seus trunfos reduzidos pela incapacidade de fechar o Mar Vermelho ao comércio árabe e turco e, mais tarde, pela chegada de outras potências europeias, igualmente poderosas no oceano e com métodos mais modernos. |
|||||||||||||