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O britânico David Birmingham foi parte de uma tendência historiográfica, em meados do século XX, de valorização e estudo do passado africano. Em oposição a um paradigma anterior para o qual os povos da África subsariana praticamente “não tinham história” antes do contacto com os europeus, nomes como Jan Vansina e J. Cuvelier estudaram os registos escritos e orais, a par das descobertas arqueológicas, em busca de conhecimento sobre os grandes reinos do universo bantu, expandindo a história de África para a tornar mais do que um apêndice da história colonial europeia. Birmingham juntou a sua pena a esta corrente. O Autor nasceu em 1938. Formou-se na Universidade do Gana e, enquanto era lá aluno, teve oportunidade de visitar primeiro Portugal (em 1960) e depois Angola (1963). Já tinha, em 1959, estado em Moçambique. No período posterior à independência destes dois últimos voltaria a viajar várias vezes por ambos. Em Londres, conheceu e auxiliou Agostinho Neto, então lá exilado. Foi em 1964 que defendeu a sua tese de doutoramento, pela University of London, intitulada Trade and conflict in Angola: the Mbundu and their neighbours under the influence of the Portuguese 1483-1790 , publicada dois anos depois. Viria a ser professor nessa mesma instituição, na década de 1970, mais especificamente na SOAS, a School of Oriental and African Studies daquela universidade. Em 1980, tornou-se professor de história moderna na University of Kent, onde permaneceu até se jubilar. Ainda lecionou brevemente, em 1987, na Universidade de Luanda e na do Lubango, a convite do Ministério da Cultura de Angola. |
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