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Coeditou duas obras coletivas sobre história africana: Pre-colonial African Trade , com Richard Gray, e History of Central Africa em três volumes, com Phyllis Martin. A área de estudo de Birmingham foi a história da chamada África central , em especial – mas não apenas – do espaço angolano. Interessavam-lhe os reinos, povos e comunidades africanas, a sua evolução política, organização social e atividade económica. Cruzando e conjugando a história oral africana e os registos escritos europeus (inclusive os que consultou nos arquivos lisboetas e luandinos, além da monumental recolha de documentação missionária de António Brásio), o Autor procurou descrever reinos como os do Kongo, Ndongo, Cassanje ou o império Lunda e analisar a sua história nos séculos XV a XVIII. Tal não significa que não se tenha ocupado da presença de portugueses e demais europeus em África e pelas suas políticas coloniais; pelo contrário, estudou-a na perspetiva das transformações que essa presença induziu na região centro-africana, das relações comerciais e bélicas que estabeleceu com os seus povos e da forma como estes procuraram, com ou sem sucesso, adaptar-se e responder a esta nova realidade. O Autor salienta que a chegada dos europeus provocou uma reorientação dos povos africanos para ocidente e para o mar, até então uma mera barreira com pouco interesse. Novas possibilidades económicas levaram à ascensão de estados bélicos e mercantis que participaram ativamente – e tentaram exercer controlo – no tráfico esclavagista. Alguns, como o Ndongo, rivalizaram com os portugueses e foram por eles destruídos. Aos reinos bem-sucedidos é atribuída responsabilidade pelo facto de os portugueses não terem penetrado mais profundamente no continente, conseguindo estados como o Cassanje assegurar para si um papel de intermediários no tráfico entre os mercadores marítimos da costa e os grandes fornecedores do interior. |
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