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As primeiras obras deste Autor, focadas no período pré-contemporâneo, foram escritas quando Angola era ainda uma colónia portuguesa. Foi só após a independência de 1975 que começou a dedicar-se a temas da história mais recente. Analisou, por exemplo, a evolução dos vários movimentos nacionalistas em Angola e Moçambique antes, durante e após a guerra, associando as suas origens – no caso angolano – aos diferentes grupos etnolinguísticos que compõem o território, bem como a clivagens socioeconómicas, educacionais e inclusive religiosas. A sua História de Angola , de 2015, manteve esse foco no período contemporâneo, desde a independência do Brasil, momento em que Portugal foi forçado a alterar completamente a sua política para África, até aos anos ‘90 do século XX. Nesta obra, o foco está mais na colonização europeia do que nos povos africanos, embora estes não fiquem esquecidos. São descritas as estratégias portuguesas para expandir o território sob seu controlo e transformar o que era essencialmente um entreposto negreiro numa colónia produtiva e desenvolvida. A descrição das tentativas de renovação económica através do povoamento branco e do desenvolvimento agrícola são acompanhadas por reflexões sobre as mutações na sociedade. Birmingham via na chegada de colonos portugueses em maior escala no séc. XX (na sua maioria trabalhadores pobres) as raízes da passagem de um contexto colonial urbano marcado pela mestiçagem e por uma relativamente pacífica coexistência racial – embora não sem discriminações – a uma realidade social muito mais discriminatória, segregada e opressiva, que atingiu o seu pico com o Estado Novo. Este fator contribuiu significativamente, a par da intensa exploração económica e do clima internacional, para o desabrochar das revoltas e dos movimentos de combate ao domínio imperialista. A análise do historiador quanto às primeiras décadas de Angola como estado independente é igualmente detalhada. |
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