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Cheke possuía uma veia artística e literária, na qual se inscrevem pelo menos um quadro e uma composição poética dedicados à cidade de Lisboa. O seu interesse por Portugal manifestou-se também nas duas biografias que (juntamente com uma terceira, sobre o Cardeal de Bernis) constituem o todo da sua produção historiográfica. Sir Marcus foi ainda autor de um manual prático para diplomatas britânicos, sobre matérias protocolares e de cerimónia. Enquanto biógrafo/historiador, Cheke é tradicional e algo conservador. As suas biografias correspondem ao modelo de “vida e tempos” da personagem retratada e pretendem através desta caracterizar períodos marcantes da história portuguesa. Tal vertente é especialmente marcada na obra votada a Carlota Joaquina, na introdução da qual o Autor admite que o seu objetivo primário era retratar a nação na transição do Absolutismo para o período liberal, tendo considerado várias figuras cujas biografias se poderiam prestar a tal antes de se decidir pela rainha. O papel dos biografados nos eventos (sobretudo políticos) que então tiveram lugar é, portanto, fortemente acentuado, levando o relato do historiador a adotar uma postura bastante personalista: o governo de Pombal é encarado praticamente como uma batalha pessoal entre o ministro e as “forças da reação”. D.ª Carlota tem menos protagonismo, sendo uma atriz histórica ente vários, mas é-lhe ainda assim atribuída responsabili dade quase completa pela luta da fação pró-absolutista contra as ideias liberais, controlando das sombras o seu filho, D. Miguel, e os seus partidários. O motor das opções e ações políticas destes e doutros indivíduos é procurado por Cheke mormente nas simpatias e antipatias pessoais, ou no caráter , dos mesmos. A rivalidade privada do Marquês com os jesuítas, o ódio da rainha ao seu marido, etc., são em boa medida indicadas como as causas das profundas movimentações históricas do Portugal setecentista e oitocentista. |
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