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Embora esta era tenha significado transformações históricas profundas para a Ásia, na ótica do Autor, os portugueses recebem reduzida importância para além do facto de terem sido os “primeiros a chegar”. Panikkar vê como motivos dessa primazia temporal a posição geográfica do país, o legado de uma suposta tradição genovesa de navegação e acima de tudo o sentimento cruzadístico contra o Islão, além dos esforços pessoais do Infante D. Henrique. Os seus resultados, porém, são vistos como mínimos, insistindo-se que Portugal nunca possuiu um “império” na Índia, somente feitorias e postos avançados. As derrotas militares (como a de Afonso de Albuquerque em Calecute) e batalhas inconclusivas recebem mais foco do que as vitórias europeias. Os sucessos que atingiram deveram-se somente à instabilidade política do Oriente e ao envio contínuo de reforços vindos da metrópole; quando este envio foi comprometido (pelas dificuldades domésticas), o domínio português entrou de imediato em declínio. Panikkar afirma ainda que os portugueses não conseguiam triunfar contra adversários com igual equipamento bélico, como os otomanos ou demais europeus. Quanto à administração imperial, a obra deste Autor realça, como é comum na historiografia anglófona sobre o tema, as fraquezas do sistema português, a ineficiência e a corrupção rampante. Panikkar defende também que o impacto cultural da presença portuguesa foi muito reduzido (sendo a introdução da imprensa a única verdadeira contribuição), com a maioria das populações a manter os costumes e práticas que lhes eram familiares. Não obstante a abertura, pelos portugueses, das mercadorias indianas a mercados mais alargados, só nos séculos seguintes é que outros poderes imperiais viriam a ter realmente impacto duradouro na Ásia. |
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