![]() |
|||||||||||||
| | A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z | Estrangeiros | |||||||||||||
![]() |
|||||||||||||
|
Os métodos dos portugueses no Oriente recebem repetidas críticas do historiador indiano como invulgarmente bárbaros e cruéis, mesmo para o período em que tiveram lugar, com enfâse a ser colocado na pirataria contra navios mercantes e nos massacres de populações. Os portugueses são também acusados de hipocrisia, por respeitarem o princípio da liberdade de navegação nos mares europeus, mas não no Índico. Não obstante ter dado o seu nome a toda uma era, a figura de Vasco da Gama está entre as mais acusadas; com Panikkar a afirmar que o navegador (que apelida de ignorante e cruel) não pode de modo algum ser considerado um “grande homem” e que a sua viagem não foi particularmente impressionante ou pioneira. Em contrapartida, os reis e líderes indianos que combateram os europeus são elogiados. A única personalidade portuguesa que o Autor vê como digna de elogio é Afonso de Albuquerque, considerando-o o único verdadeiro estratega e construtor imperial no Estado da Índia, pelo que a sua obra não teve seguimento. Há que notar que os imperialistas holandeses também são muito criticados, em termos semelhantes. É impossível não reconhecer nas obras de Sardar Panikkar uma nota algo tendenciosa, porventura motivada pelas suas convicções anti-imperialistas num momento crítico de constituição nacional indiana. O seu retrato da presença portuguesa na Índia é, grosso modo, negativo e crítico, algo que derivará em parte do seu nacionalismo, mas talvez também de uma formação histórica de índole britânica, tendendo para a desvalorização dos impérios europeus anteriores ao do Reino Unido. Ainda assim, o historiador reconhece a Portugal um papel global, ainda que situacional, por ter aberto o caminho para domínios europeus mais transformadores – nomeadamente a Índia britânica – e um papel local na costa do Malabar, onde a sua presença impediu a formação de um estado unificado. Além disso, afirma apreciativamente que os portugueses não possuíam quaisquer preconceitos raciais ou de cor contra as populações indianas. |
|||||||||||||