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Charles Ralph Boxer foi indubitavelmente um dos historiadores não portugueses que no século XX mais se ocupou de Portugal e do seu império ultramarino, bem como um dos que alcançou maior divulgação e reconhecimento. Isto apesar de não ter uma formação historiográfica formal e de a sua primeira vocação ter sido a das armas. Nisto seguia uma tradição familiar. Nascido na ilha britânica de Wight, Boxer era filho de Hugh Boxer, um oficial do exército caído em combate na Primeira Grande Guerra. Já vários antepassados seus tinham feito carreira nas forças armadas, ao longo do século anterior. A sua mãe, Jane (nascida Peterson), era australiana e provinha de uma família de proprietários rurais com raízes escocesas. Depois de ter passado por várias escolas durante a infância – incluindo um colégio católico em Gibraltar – e de ter adquirido desde cedo o interesse pela história marítima e dos impérios europeus, o jovem Charles ingressou em 1918 no prestigiado Wellington College, em Berkshire. Em 1922 e 1923 frequentou a Royal Military Academy de Sandhurst, ingressando logo de seguida no exército britânico (regimento do Lincolnshire). Durante este período formativo, Charles dedicou-se, de modo autodidata, ao estudo das línguas que tão úteis lhe seriam em anos seguintes: holandês, português, francês, espanhol e japonês (mas não, com pena sua, o chinês). Paralelamente, iniciou os esforços de colecionador de livros e documentos históricos que prosseguiria toda a sua vida e correspondeu-se com figuras e instituições de destaque no ramo, no Reino Unido e fora dele, desde Edgar Prestage à Sociedade de Geografia de Lisboa. Em pouco tempo, estava em condições de publicar os seus primeiros trabalhos historiográficos – o primeiro de todos, inclusive, em Portugal. |
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