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Em 1930, devido ao seu já reconhecido conhecimento de línguas e culturas estrangeiras, Boxer foi destacado para o Japão como “ language officer ” (tradutor e ligação diplomática), tendo assim oportunidade de travar maior conhecimento com a Ásia oriental que o apaixonava. Foi durante essa estadia que visitou pela primeira vez Macau (já tinha estado em Portugal, em 1925). Regressaria à região em 1935, desta vez como oficial da Inteligência em Hong Kong. A sua biblioteca histórica, que intitulava Bibliotheca Boxeriana , cresceu consideravelmente neste período. Nesta cidade ainda passou por um breve e conturbado primeiro casamento e conheceu também a escritora norte-americana Emily Hahn, que viria a ser a sua segunda esposa e mãe das suas filhas. Na Segunda Guerra Mundial, o futuro historiador foi ferido aquando da tomada japonesa de Hong Kong em 1941 e feito prisioneiro dos nipónicos, suportando anos de prisão e maus-tratos, que só cessaram com o fim da Guerra. Findo o conflito, Boxer trocou também, definitivamente, a carreira das armas pela das letras. Regressando a Inglaterra, foi convidado a ocupar a “Cátedra Camões” de português/estudos portugueses no King’s College, em Londres, que fora em tempos ministrada pelo seu mentor, Edgar Prestage, mas que se encontrava vaga desde antes da Guerra. O seu trabalho consistiria mais em investigar do que em lecionar. Iniciando atividade em 1947, manteve-se nesta posição durante vinte anos, excetuando um breve interlúdio (1951-53) em que a trocou pela de Professor de História do Extremo Oriente (considerava-se, todavia, desqualificado para tal tarefa, devido ao seu desconhecimento da língua chinesa). Naturalmente, durante esta fase da sua vida a sua produção relativa às várias partes do império português (sempre no período pré-oitocentista) aumentou e desenvolveu-se. |
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