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Embora tenha protagonizado uma acesa disputa pública com Moreira Freire, entre 1896 e 1898, a propósito da autoria do quadro Fons Vitae da Misericórdia do Porto, Duarte Leite faz a sua estreia como historiador em 1921, na História da Colonização Portuguesa do Brasil , a convite de Carlos Malheiro Dias (1875-1941), publicista monárquico exilado no Brasil, que assumiu a coordenação e a direção artística da obra. Tratava-se de uma edição monumental, que viria a ter um impacte relevante na historiografia portuguesa e brasileira. O projeto editorial integrou o programa das comemorações do centenário da independência do Brasil e foi financiado pela colónia portuguesa aí residente. Contou com a participação de Luciano Pereira da Silva (1864-1926), Francisco Esteves Pereira (1854-1924), Jordão de Freitas (1866-1946), Paulo Merêa (1889-1977), António Baião (1878-1961), Jaime Cortesão e Henrique Lopes de Mendonça. Os trabalhos artísticos ficaram a cargo do aguarelista Roque Gameiro (1864-1935), e a edição cartográfica do Vice-Almirante Ernesto de Vasconcelos (1852-1930). Duarte Leite foi autor de três capítulos (veja-se a bibliografia ativa). Luciano Pereira da Silva, professor de Matemática da Universidade de Coimbra, considerava esses trabalhos os mais notáveis de Duarte Leite. Munido de um saber matemático e de uma consistente cultura científica, o professor do Porto propunha novas abordagens na análise das viagens marítimas dos séculos XV e XVI, através de uma crítica sistemática dos textos e documentos, para aferir todos os dados disponíveis, recorrendo em seguida aos cálculos matemáticos e astronómicos, e passando pela análise da geografia física, da cartografia e de qualquer outro testemunho que pudesse fornecer informações. |
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